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11.11.08

the reputation chain


Mais um conceito que quem pensa sobre estas áreas tem que saber definir e operacionalizar muito correctamente. Válido para marcas produto e marcas empresa, ou em estrangeiro, corporate brands and product brands (cujas estruturas de ancoragem cognitiva são diferentes)

se a resposta fôr positiva, há quanto tempo a sua empresa não se senta no divã?


a questão é pertinente atendendo ao impacto que a identidade e sua expressão, a personalidade, têm sobre os relacionamentos que são mantidos. Se a personalidade não fôr boa...os relacionamentos muito menos o serão. É aí que reside o sucesso de uma organização: confiança, lealdade, apreço, estima e reconhecimento de seriedade e honestidade para interacções futuras. Nós (que estamos na consultoria) somos especialistas em relacionamentos, mas será que o seremos com qualidade, se pouco percebermos de identidade, e sua gestão, e da identidade de outros (stakeholders)?

is it possible to talk about "Corporate Personality"?


(from the free dictionary)
n. pl. per·son·al·i·ties
1. The quality or condition of being a person.
2. The totality of qualities and traits, as of character or behavior, that are peculiar to a specific person.
3. The pattern of collective character, behavioral, temperamental, emotional, and mental traits of a person: Though their personalities differed, they got along as friends.
4. Distinctive qualities of a person, especially those distinguishing personal characteristics that make one socially appealing: won the election more on personality than on capability. See Synonyms at disposition.
5.
a. A person as the embodiment of distinctive traits of mind and behavior.
b. A person of prominence or notoriety: television personalities.
6. An offensively personal remark. Often used in the plural: Let's not engage in personalities.
7. The distinctive characteristics of a place or situation: furnishings that give a room personality.

the backbone of reputation

Por força dos projectos em que estou envolvido, e que me têm tomado todo o tempo do mundo (sounds a bit TVI!!!), reli recentemente duas obras sobre "organizational identity". Essencial lê-las antes de se falar sobre reputação, sob pena de sermos ridicularizados publicamente pela insuficiência dos nossos conhecimentos.
Comum a ambas as obras, um nome: Majken Schultz....grande cabeça. Mais recentemente escreveu sobre "expressive organizations". Os países nórdicos têm destas particularidades: nos países mais frios da Europa, pensa-se como em mais lado nenhum, sobre o lado quente das organizações.

14.10.08

conceito II


há espaço para uma "boutique" de estratégia que apoie empresas, agências e consultoras a obter mais resultados na sua relação com o mercado e com a sociedade? acho que sim

conceito I


há espaço para uma "empresa de conselho" focada na melhoria dos processos de comunicação e no incremento da sua eficácia por parte de agências, consultoras e empresas-clientes? acho que sim

15.4.08

the press sphere by the buzz machine






o post completo é especulativo mas bom e pode-se ler aqui. Os gráficos que explicam um emergente "fantástico novo mundo" dos media, são muito interessantes. A reflectir, por quem faz notícias e por quem é fonte

20.3.08

crónicas # 9 oje | reputação

Reputação é uma das palavras do momento no mundo empresarial. Todavia esta subida de interesse pelo conceito não significa que ele seja totalmente bem compreendido. Reputação é hoje um termo considerado forte e é frequentemente utilizado pelos gestores para designar um conjunto de activos intangíveis que, na opinião da maioria, são muito importantes para o sucesso das empresas. Um dos indicadores dessa importância, é a quantidade de índices que as mais reconhecidas publicações de gestão globais, disponibilizam regularmente sobre a reputação das empresas e das marcas: a Forbes em parceria com o Reputation Institute, disponibilizam o Global RepTrak, a Fortune apresenta o seu WoMAC (“World’s Most Admired Company”), o FT apresenta também o seu índice; em paralelo, inúmeras são as empresas de consultoria que de um modo ou de outro, com métodos mais ou menos robustos e eficazes, abordam o tema da reputação empresarial e das marcas.
Afinal de contas o que é a reputação? Uma tentativa de definição faz-se com recurso à etimologia da palavra: reputação vem do latim reputatus que significa a estima/avaliação em que alguém, pessoa, coisa ou acção, é considerado por outros, seja ela favorável ou desfavorável. E indo directamente através desta abordagem conseguimos identificar 3 componentes que estão na essência do conceito: reputação é uma estimativa, isto é, uma avaliação baseada em percepções; uma avaliação das acções que as pessoas ou coisas tiveram (o que acaba por revelar a característica dinâmica e evolutiva da reputação estruturada em torno de características individuais ou organizacionais); a avaliação é efectuada interna e externamente à organização.
É precisamente esta a base de quase todas as definições. Mais ou menos consensualmente, considera-se que reputação é uma percepção global da estima (ou seja, o apreço e a afeição, e por consequência, a preferência) que uma empresa ou entidade desperta junto dos seus stakeholders. É isso que Fombrum, o líder do Reputation Institute propôs: a reputação é uma percepção das acções passadas e prospectivas, que descrevem o apelo (substancial e simbólico) gerado por uma empresa junto dos seus constituintes (stakeholders), quando comparada com os seus rivais.
O que também é quase consensual, é que ter uma reputação tem consequências positivas e/ou negativas sobre os negócios empresariais. A reputação tem impacto sobre a actuação futura das empresas. Hoje em dia sabemos que uma apreciação dos índices de reputação de uma empresa conduz a um aumento do seu valor de mercado (fonte: revista Fortune: 5% de melhoria da reputação de uma entidade corresponde a 3% da melhoria do market value das companhias).
Estas percepções constroem-se sempre a partir daquilo que as empresas são. São os comportamentos e as políticas empresariais que contam. É com eles que as pessoas são confrontadas. Aquilo que se tem procurado identificar é qual o conjunto de factores que contribui para estas percepções, ou seja, quais as dimensões que efectivamente são levadas em consideração por parte das pessoas na construção da sua reputação das empresas. Segundo o que hoje sabemos, a reputação das empresas é explicada por um conjunto de dimensões-chave que são os pilares da reputação de uma empresa: responsabilidade social; governo da sociedade; ambiente de trabalho; inovação; produtos e serviços; performance financeira; visão e liderança.
O trabalho a desenvolver por uma empresa no que respeita à reputação, depende do diagnóstico efectuado, já que na realidade a situação vivida pode não ser uma de má performance reputacional, mas tão só e apenas, uma má performance comunicacional. As consultoras de comunicação servem precisamente para isso.