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19.1.10

desafio metodológico


se de repente uma multinacional (FMCG)entrasse em Portugal e quisesse abrir um concurso para prestação de serviços nas seguintes áreas:

i) Publicidade
ii) Comunicação
iii)Compra de Espaço
iv) Comunicação Digital
v) Estudos de Mercado

...e lhe pedissem o seu conselho, qual a short list(3 nomes) que indicaria para cada uma das opções?

Deixo aqui este desafio a todos aqueles que quiserem colaborar nesta experiência metodológica. E agradeço desde já todas as respostas (que, por especial favor, devem ser enviadas para: on.prosperity.amm@gmail.com).

comprometo-me a partihar os resultados e a metodologia que estou a testar com todos os participantes após a conclusão da experiência. obrigado

13.1.10

balanços




2009 deixa algumas marcas. para memória futura (ah! como gosto desta expressão!) ficam alguns factos que num balanço rápido agitaram a minha prosperidade:

i) balsemão foi agraciado como personalidade de media da década pela M&P: justíssimo...é o único dos media tycoons que alguma vez escreveu um texto num jornal que não um relatório e contas da holding;

ii) i, é mesmo muito bom jornal; tem uma grande direcção, grandes jornalistas, grandes colunistas...rai's parta! é mesmo bom;

iii) diário económico, continua a evoluir enquanto todos os outros pararam ou involuiram,

iv) pedro reis e imago, quando todos davam a imago como morta, eis que pedro reis pega na empresa e dá-lhe uma nova vida, e ei-la de volta à arena;

v) m public relations, tem vindo a afirmar o seu espaço, sem necessitar de esticar-se nos meios da especialidade, e vários são aqueles que elogiam o excelente trabalho que realizam; ainda no campo dos newcomers, fica o registo da special one do rui calafate

vi) delta cafés,fui passar uns dias a marraquexe e no lonely planet indicavam que o melhor café de marraquexe se bebia no "café du livre"...lá fui eu (só quem viaja por marrocos é que percebe o quão necessário é, nos deslocarmos a um sítio onde nos garantem haver bom café). e, surpresa e orgulho, o café era delta;

vii) edp renováveis, que bom é atravessar espanha e ver aqueles sorrisos verdes no topo das "bentoinhas", que pelos vistos, vão continuar a ser plantados por terras e mares nunca dantes navegados. o laranja da galp também deixa boas sensações.

viii) angola ou de como o petróleo definitivamente é essencial para a economia portuguesa

ix) marcelo rebelo de sousa continuará a ser o melhor; seja na RTP (estúpida interpretação de equidade no serviço público que estes sujeitos têm) seja noutro qualquer canal, marcelo é único na sua ocupação do espaço (percebe como ninguém o campo da política e o campo dos media)

x) campanhas eleitorais: no ano de todas as batalhas, Portugal perdeu: elegeu novamente o pior que poderia ter elegido para as várias frentes possíveis: se não fosse triste daria para rir: alberto martins como ministro da justiça, santos silva como ministro da defesa, mendonça nas obras públicas, aquele senhor da segurança social na economia; é cómico-trágico. mas isso não é o mais relevante aqui: foram feitas as piores campanhas eleitorais que tenho memória. em termos de avaliação de resultados deve haver muito incompetente a tentar perceber como é que o dinheiro que se gastou (e gastaram-se muitos milhões)não teve resultados: pergunta obtusa já que a resposta é óbvia.

xi) blogs: num ano em que estive ausente gostei da companhia do PiaR, do Buzzofias, e do Food for Thought. é pena que o LPM continue a sua yellow brick road e que outros grandes comunicadores não se aventurem (tanto teriam para dizer).o alexandre e o rodrigo do Piar e o pedro (Buzzofias e Oak Brands) fazem a diferença.

xii) "marketing vencedor" e "rp sem croquete" acabam por marcar o campo editorial do ano 2010

xiii) a distinção de "campanha do ano", vai sem dúvida para aquela feita pelas farmacêuticas produtoras da vacina da gripe A, sobretudo porque conseguiram enganar os mesmos duas vezes...e como não há duas sem três, cá estaremos daqui a 2-3 anos para dar a mesma distinção às mesmas farmacêuticas por uma "outra gripe qualquer"

15.12.08

Mudanças em 2009


Mudanças para o próximo ano: Teresa Figueira assume a DG da Hill & Knowlton e Nadim Habib vai para a Formação de Executivos da Universidade Nova. Por sua vez a Porter Novelli também vai alterar as suas estruturas já que Juan Cruz Más abandonou a presidência ibérica da companhia depois de um ano extraordinário (vendeu a quota que ainda detinha) com eventuais alterações na Porter Novelli Portugal onde Mariana Vitorino era a sua pessoa de confiança. Entretanto para além da Lewis PR e do seu activissimo VP para o Sul da Europa, assegurou-me um jornalista espanhol desta área, que pelo menos mais 3 empresas (2 com base em Madrid e 1 em Barcelona) se preparam para entrar em Portugal no 2º semestre de 2009.

Se nos primeiros casos se mudam as figuras mas persiste a orientação e, por certo, a qualidade do trabalho, os segundos vão abanar o middle market português...afinal de contas, a profissionalização das agências em Espanha começou há mais tempo, o mercado português a médio prazo é rentável para as espanholas, elas precisam de novos segmentos e estão dispostas a perder dinheiro dando excelente qualidade de serviço, durante um tempo, para depois vingarem pela massa crítica alavancada.

Movimentos interessantes para serem acompanhados. Como alguém dizia há uns tempos, a crise nem sempre é uma ameaça...solo lo es para los que tienen menor cualidad, preparacion y vision

É tudo uma questão do número de dioptrias que os gestores portugueses insistirem em usar

11.11.08

se a resposta fôr positiva, há quanto tempo a sua empresa não se senta no divã?


a questão é pertinente atendendo ao impacto que a identidade e sua expressão, a personalidade, têm sobre os relacionamentos que são mantidos. Se a personalidade não fôr boa...os relacionamentos muito menos o serão. É aí que reside o sucesso de uma organização: confiança, lealdade, apreço, estima e reconhecimento de seriedade e honestidade para interacções futuras. Nós (que estamos na consultoria) somos especialistas em relacionamentos, mas será que o seremos com qualidade, se pouco percebermos de identidade, e sua gestão, e da identidade de outros (stakeholders)?

14.10.08

conceito III


há espaço para uma "empresa de conselho" que demonstre a força dos intangíveis gerados pela comunicação e o seu impacto nos negócios das empresas? acho que sim

conceito II


há espaço para uma "boutique" de estratégia que apoie empresas, agências e consultoras a obter mais resultados na sua relação com o mercado e com a sociedade? acho que sim

conceito I


há espaço para uma "empresa de conselho" focada na melhoria dos processos de comunicação e no incremento da sua eficácia por parte de agências, consultoras e empresas-clientes? acho que sim

24.9.08

Os prémios AMEC e o state-of-the-art na avaliação em Comunicação



o dummyspit apresenta um balanço muito curioso sobre aquilo que foi a sua participação nos prémios do AMEC e sobre o ambiente de "metrics" e "measurement" actual. O meu artigo desta semana no OJE vai ser, curiosamente, sobre isto.

Não dispensando a leitura do original, aqui vai um "picanço" do texto:

" When media evaluation is combined with qualitative research on political and social issues, very powerful and valuable insights can be offered.

- There is growing confidence amongst evaluators with more offering well-based consultancy advice to clients. That shows growing maturity in the business.

- Compared with the 2007 AMEC awards, which I also chaired, online PR and media is now being included in many evaluation programmes. But much needs to be done on valid and reliable analysis.

- Coordinated cross-country analysis is developing, with much greater allowance for national media culture differences. For sophisticated organisations, there is less emphasis on uniform delivery of messages across greatly varying cultures.

- More debate is needed on the use of ‘Return on Investment’ as a measure. In many instances, it is strictly applied as a financial benchmark which ignores the contribution that PR makes to organisational strategy and efficiency of operations.

-It’s disturbing to find organisations having prime PR objectives such as generating a volume of coverage (e.g. “1000 clips a year”) but ignoring the communication of key messages or influence on attitudes or stakeholders.

- There needs to be much greater understanding of statistical terms such as “correlation”. To imply that a distributed message is correlated with behaviour, such as product purchase, is the old problem of the “substitution game” in which outputs are presented as outcomes. If evaluators claim correlation, then they have to show the reliability and validity of their methods."

11.7.08

subsídios para uma teoria sobre o empreendedorismo em consultoria em RP em Portugal (parte I)



Após ter recebido muitos comentários e e-mails, e de eu próprio ter estado a tentar estruturar todos os contributos, aqui surge o primeiro esboço. Apresentam-se de seguida os 4 factores que interagem na decisão de se criar uma nova empresa de consultoria em RP, partindo de "quadros médios e superiores" de outras consultoras:

Factores socioeconómicos
*Crescimento da relevância na Gestão de Empresas da área de PR e do seu conhecimento associado
*Maior sofisticação dos decisores empresariais
*Maior cientificidade da indústria
*Maior demonstração do retorno financeiro dos investimentos na área
*Contexto económico favorável a investimento em relações com stakeholders mais eficazes e mais eficientes

Factores industriais
*Mercado dinâmico e com múltiplas oportunidades de negócio associadas
*Ausência de segmentação técnica que permite a estratificação e ocupação de nichos
*Barreiras financeiras reduzidas à entrada
*Segmento mais simples do negócio sem barreiras de competência ou técnicas

Factores empresariais
*Avaliação negativa do modelo de negócio vigente
*Discordância com a visão estabelecida, missão e valores do projecto onde se encontram (estratégica)
*Desajustamento cultural
*Desajustamento estrutural
*Alteração de expectativas
*Utilização comercial potencial de inovações e oportunidades de mercado
*Modelos de remuneração desadequadas
*Modelos de gestão de capital intelectual errados
*Modelos de recursos humanos desajustados

Factores pessoais
*Capital intelectual
Knowledge e Know How
*Capital relacional
Networking
Profundidade relacional com elementos críticos de negócio (decisores, líderes de opinião, líderes públicos, jornalistas etc.)

*Capital gestionário
Desenvolvimento de modelo de negócio próprio
Inovação crítica
“Visionarismo”
Empreendedorismo
Desmotivação ou descontentamento



Ficarei a aguardar os V. comentários e e-mails. Muito obrigado a todos os contribuintes desta teoria conjunta