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26.1.10

consultoras globais de rp: definam-me consultoras globais?!


não são as melhores em cada país, mas são as melhores globalmente. é uma lista,não um ranking. ver aqui na PRWEEK. depois de ler fiquei com algumas dúvidas, mas as listas e tabelas (estas desde os meus tempos de basket escolar) provocam-me sempre uma espécie de erisipela. de acordo com o editorial do PR WEEK: "PRWeek's Global Agency Report Card tracks network performance during a 12-month period from August 2008 to July 2009. Some agencies were awarded medals based on their submissions according to four criteria:
- Business development
- People
- Network initiatives and cohesion
- External recognition
The evaluation was further supplemented by qualitative research from PRWeek's editorial team."

8.7.08

Mais reflexões (II)

Após o comentário do Luís apenas venho acrescentar alguns dados:
1-de acordo com o relatório de 2007 da ICCO, as empresas de RP espanholas (via ADECEC)cresceram de 2006 para 2007, em média 15%; as expectativas destas mesmas empresas para o próximo ano apontam para que, apesar do cenário recessivo, o crescimento ocorra a um ritmo superior a 8%.
2-O mercado de RP na península ibérica (PT+ES) de acordo com os relatórios e contas dos grandes grupos, está a crescer a um ritmo de 2 dígitos, não por migração orçamental de outras disciplinas, mas por entrada no mercado de novos clientes até agora insensíveis às RP, mas que começam agora a aperceber-se daquilo que já é uma evidência em mercados mais maduros: o ROI das RP é bem superior ao de qualquer outra disciplina da comunicação.
3- Devido ao fraco desempenho da economia nacional, cada vez (felizmente) mais empresas Portuguesas arrancam para processos de internacionalização, sendo o espaço de expansão natural as províncias espanholas mais próximas (Galiza+ Extremadura)e em momento subsequente as outras províncias que requisitam logística mais sofisticada.

Face a isto continuo a ter as minhas mágoas, mas a manter a minha esperança.

7.7.08

Negócio do dia

Publicis acquires legendary Wall Street PR agency Kekst

NEW YORK - Publicis Groupe has acquired the US financial PR agency Kekst and Company, in a deal reputed to be worth over $100m.

Kekst is more used to advising its clients on such announcements, having worked on more than 3,000 deals since it was set up in 1970, according to The Wall Street Journal.
Under the ownership of Publicis, the New York-based agency will continue to operate autonomously under the Kekst name as a member of Publicis' specialised agencies and marketing services division. Founder Gershon Kekst will continue in his role as chief executive.
Maurice Levy, chairman and CEO of Publicis, said: "Kekst and Company is the premier strategic and financial public relations firm in the world with a client base that is second to none.
"Its well-earned reputation reflects the cumulative judgment and experience of professionals who have been at the centre of many of the most high-profile, complex business communications challenges over the past three-and-a-half decades."
Recent deals Kekst has worked on include: the Dow Jones sale to Rupert Murdoch's News Corporation, in which it represented the Bancroft family; the proposed IPO of Kohlberg Kravis Roberts & Co; and Coca-Cola's acquisition of Glaceau.
According to a report by Corporate Control Alert, it has worked on more M&As in the US market than any other PR agency.
As well as handling mergers and acquisitions, Kekst is known for its crisis management skills, litigation support and work on bankruptcies and restructuring.
Gershon Kekst said: "We have high expectations for this combination as it will preserve the best characteristics of our firm and its culture, while offering us opportunities to grow with the support of a well respected global communications partner."
Details of the deal were not revealed, but the Wall Street Journal reports it is rumoured to be between $100m and $200m.

by brandrepublic

Mais reflexões

Enquanto não chega a "mega teoria sobre as novas empresas" ficam mais umas perguntas.

O mercado nacional das RP tem, desde há alguns anos, vindo a ser enriquecido com a entrada de empresas espanholas. Assim de repente lembro-me da Citigate Sanchis, Inforpres, Estudio de Comunicacion. Para já não falar das networks internacionais (Hill & Knowlton, Porter Noveli Weber Shandwick).

Se é certo que o grosso do mercado continua nas mãos de grupos Portugueses independentes, pode questionar-se a sua exclusiva actuação em território nacional (com excepção, que eu saiba, da operação croata da youngnetwork). Se não há massa crítica para lançar operações individuais fora de portas, pergunto quais as razões que impedem as empresas portuguesas de dar as mãos e lançarem operações profissionais conjuntas sólidas em Espanha ou em outros mercados? Será que a vaidade e os humores são superiores ao racionalismo económico? Ou haverá uma aversão enorme ao risco que torna este sector o mais fiel retrato do empresariado nacional? Enfim ficam estas questões que, no fundo, são também mágoas...

24.6.08

crónicas # 13 OJE Rentabilidade das empresas de comunicação

Há uns anos falava eu com o dono de um bar, e perguntei-lhe como tinha ido parar ao negócio da "noite". Espantado, respondeu-me que o negócio dele não era a "noite", mas sim a "venda de gelo". A rentabilidade dele andava na casa dos 290%. E qual é o negócio das empresas de comunicação? Venda de criatividade, resolução de problemas, aconselhamento? Nada disso, o negócio é vender tempo de utilização do cérebro a terceiros. O sucesso das empresas de comunicação depende do volume de unidades de tempo de utilização do nosso cérebro, que conseguimos vender a clientes. Quanto melhor o nosso cérebro, mais eficientes somos: 1) fazemos mais e melhor em menos tempo; 2) o custo por unidade de tempo de cérebros melhores é maior. O problema das empresas de comunicação reside precisamente aqui: ter bons cérebros ao seu serviço para os fazer trabalhar bem, durante muitas horas, ao serviço de clientes. Vejamos um exemplo: imagine-se uma empresa com 18 colaboradores (todos client facing) com um custo médio de hora/homem na casa dos 100€, com lucros antes de impostos de cerca de 230.000€ (facturação de 1,7 milhões €): 13% de rentabilidade. À primeira vista parece óptimo! Mas se fizermos contas vemos que cada pessoa só cobra cerca de 21 horas semanais. O que se passa nas outras? O mais angustiante do exemplo, é vermos que bastariam mais 4 horas/homem de trabalho cobrado, para a rentabilidade subir acima dos 20%. E ainda dizem que a formação não vale a pena

28.5.08

o comentário de LPM à movimentação de mercado

"Em tempos resumi assim a base da minha observação sobre o mercado das consultoras de comunicação.

Quando aprecio sumariamente o que fazem as empresas percebidas como congéneres da LPM utilizo um critério simples: “puxa para cima” o sector ou “empurra para baixo”?

Estou sempre do lado dos que “puxam para cima” – porque, indirectamente, também estão a “puxar para cima” a LPM.
Fico desgostoso com os episódios que “empurram para baixo” – pelas razões opostas.
Escrevi esta reflexão a propósito deste negócio.
Repito-a hoje a propósito da fusão que se anuncia entre duas consultoras históricas e conceituadas.
O nosso sector precisa de empresas maiores e mais bem estruturadas. Isso trará lideranças amadurecidas. Todos ficamos mais fortes."

Concordo e elogio a posição coerente do Luís.

mercado "on the move"

Marketing
Lift quer adquirir Imago
28 de Maio de 2008
por Filipe Pacheco
Meios e Publicidade

A Lift lançou uma proposta de aquisição à Imago que, a ser concretizada, fará com que Carlos Matos e Madalena Martins, donos da Imago, passem a ser sócios de Salvador da Cunha, único accionista do grupo Bairro Alto, que detém a Lift, apurou o Meios & Publicidade.
Contactado pelo M&P, Salvador da Cunha não quis comentar esse cenário. No entanto, confirmou a existência de uma aproximação entre as empresas com o objectivo de reunir uma estrutura com as “extraordinárias competências das duas estruturas”. “Somos duas empresas com práticas de líderes de mercado e, nesse sentido, queremos reforçar essa posição”, diz. Além do mais, acrescenta, a Lift tem vindo a registar uma boa performance no mercado pelo que foi decido implementar uma estratégia de crescimento mais agressiva. As semelhanças no posicionamento das duas agências também acabaram por determinar a abertura de conversações: “São parecidas do ponto de vista cultural e ético, pelo que faz todo o sentido esta aproximação”.
Estão assim vários cenários em aberto: a criação de uma holding em que a Imago se juntará às outras empresas integradas no grupo Bairro Alto, uma fusão ou então a manutenção da independência das empresas, apesar de continuar a existir uma estrutura accionista comum. O certo é que as insígnias Lift e Imago continuarão, pois não “faria sentido fazer cair duas marcas com tanta força no mercado”, esclarece Salvador da Cunha. Já em relação à autonomia do trabalho com os clientes, o patrão do grupo Bairro Alto garante estarem todas as possibilidades em aberto.
Do lado da Imago, Carlos Matos explica a aproximação: “O nosso objectivo é estudar as melhores alternativas. A ideia é criar sinergias, embora as equipas se mantenham. A única coisa que se altera é que passaremos a ser sócios”, detalha, dando também como certa a manutenção das insígnias e a autonomia das equipas com os respectivos clientes.
Com a parceria pretende-se criar um “grupo líder na consultoria em comunicação e relações públicas em Portugal”, diz. A aproximação entre Carlos Matos e Salvador da Cunha, acrescenta, surgiu pela credibilidade que aquele vota no actual presidente da APECOM: “Chegámos à conclusão que o Salvador da Cunha era a pessoa certa, por ser uma pessoa com um grande valor. Juntando o meu know-how e o da Madalena [directora da Imago] com o do Salvador, ficaremos mais fortes”.
Ainda assim, nega que esta aproximação tenha surgido para fazer face à perda de protagonismo que a Imago poderia estar a perder no mercado: “A Imago não perdeu importância, até porque o ano de 2007 foi um dos melhores para a empresa. Essa é uma ideia fabricada por alguma concorrência. Basta olhar para a nossa carteira de clientes para se perceber a vitalidade da empresa”, advoga.
A Imago tem, neste momento, clientes como a Galp, a Sonae Sierra, a MTV ou a Unilever. Já a Lift trabalha com a Media Capital, a Jerónimo Martins, a Samsumg, entre outras.

20.5.08

grupos de comunicação globais

O trabalho efectuado pela briefing na sua última edição sobre os grupos de comunicação é pobre.

Não sou o único a dizer isto. Já LPM o mencionou no seu "lugares".

É pobre porque não aborda questões estratégicas relacionadas com a construção destes grupos.

Não fala sobre o portfolio de negócios de cada um numa perspectiva comparada.

Não fala sobre o histórico de cada um deles.

Não há uma única entrevista prospectiva (nem que por e-mail fosse) aos responsáveis EMEA de cada um dos grupos.

Não há análise sobre o mercado português e as apostas para Portugal destes grupos.

Não há igualmente, qualquer análise do sector das RP, ou como saloiamente se diz em Portugal, da comunicação empresarial.

A dimensão e a importância do sector em geral, e das RP em particular, mereciam uma abordagem mais séria. Ficaremos à espera que isso apareça um dia...pela mão de alguém.

17.3.08

agências # 5 valor do mercado português

o luís paixão martins (lpm) falou há uns dias sobre o valor do mercado português das consultoras de PR. ele fala de cerca de 30 milhões €...as mesmas contas mandam-me para os 42 milhões de €. pouco interessa...é ridículo o valor, atendendo àquilo que as PR profissional e cientificamente desenvolvidas aportam verdadeiramente para os negócios.


"Pego nos indicadores reais das principais consultoras de comunicação portuguesas relativos a 2006.
Uma simples soma das suas vendas dá-nos o número de 22 milhões de euros. Estimo que a média geral de crescimento no exercício passado terá sido de uns 20 por cento e acrescento outro tanto para “cobrir” as consultoras mais pequenas.
Temos, assim, uma facturação global da ordem dos 30 milhões de euros por ano.
É um número interessante para um conjunto de pequenas e médias empresas de capital essencialmente português que nasceram, nos últimos 20 anos, a partir do empenho e da motivação de experiências individuais.
Estou certo em como nenhum de nós pensaria que este tipo de números seria alguma vez atingido. Lembro-me de alguém (não me recordo quem) ter dito, em tempos, que seria impossível facturar mais de um milhão de euros de honorários por ano numa consultora de comunicação em Portugal.
Cada uma destas empresas integrava já, no final de 2006, um número razoável de colaboradores, em média uns 20, certamente quase todos licenciados e relativamente jovens.
E todas apresentavam resultados líquidos positivos."
lpm

7.3.08

agências # 4 interpublic group


e para que não se perca informação sobre o outro mosqueteiro, ficam os resultados do grupo interpublic:

"Fourth quarter 2007 revenue of $1.98 billion, compared to $1.88 billion the same period a year ago. Full-year 2007 revenue of $6.55 billion, compared to $6.19 billion in 2006.
Organic revenue increase of 1.7% compared to the fourth quarter of 2006. For the full-year 2007, organic revenue increase was 3.8% relative to 2006.
Operating Results
Operating income in the fourth quarter of 2007 was $271.8 million, compared to $167.8 million in 2006. For the full-year 2007, operating income was $344.3 million, compared to $106.0 million in 2006.
Operating margin was 13.7% and 5.3% for the three and twelve months ended December 31, 2007 compared to 8.9% and 1.7%, respectively, for the three and twelve months ended December 31, 2006.
Net Results
Fourth quarter 2007 net income was $178.4 million and net income applicable to common stockholders was $162.7 million, or $0.35 per basic and $0.31 per diluted share, respectively. This compares favorably to net income of $69.1 million and net income applicable to common stockholders of $49.1 million, or $0.11 per basic and diluted share a year ago.
For 2007, net income was $167.6 million and net income applicable to common stockholders was $131.3 million, or $0.29 per basic and $0.26 per diluted share, respectively. Again, this compares favorably to net loss of ($31.7) million and net loss applicable to common stockholders of ($79.3) million, or ($0.19) per basic and diluted share in 2006."


mais info aqui

agências # 3 wpp group


o grupo WPP também :

Billings up over 5% to £31.7 billion
Revenue up almost 5% to £6.186billion
Constant currency revenue up over 8%
Like-for-like revenue up 5%
Headline EBITDA rises over 7% to £1.072 billion
Headline operating margin up 0.5 margin points to 15.0%
Headline operating profit before interest and tax up 8% to £928 million
Headline Profit before tax up almost 7% to £817 million
Profit before tax up over 5% to £719 million
Diluted headline earnings per share up over 9% at 46.0p
Final dividend up 20% to 9.13p per share.

Mais informações aqui

agências # 2 omnicom group

o grupo omnicom anunciou os resultados. é qualquer coisa do género:

"In 2007, Omnicom Group reported record results for the twenty-first consecutive year.Total revenues increased 11.6% to $12.7 billion in 2007 from $11.4 billion in 2006. Net Income increased 12.9% to $975.7 million, and diluted earnings per share rose 18.0% to $2.95 per share from $2.50 per share. Omnicom's 2007 revenue is balanced between traditional advertising (43%) and marketing services (57%) and also between the United States (53%) and the rest of the world (47%). "

Mais informação sobre o grupo aqui