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13.1.10

balanços




2009 deixa algumas marcas. para memória futura (ah! como gosto desta expressão!) ficam alguns factos que num balanço rápido agitaram a minha prosperidade:

i) balsemão foi agraciado como personalidade de media da década pela M&P: justíssimo...é o único dos media tycoons que alguma vez escreveu um texto num jornal que não um relatório e contas da holding;

ii) i, é mesmo muito bom jornal; tem uma grande direcção, grandes jornalistas, grandes colunistas...rai's parta! é mesmo bom;

iii) diário económico, continua a evoluir enquanto todos os outros pararam ou involuiram,

iv) pedro reis e imago, quando todos davam a imago como morta, eis que pedro reis pega na empresa e dá-lhe uma nova vida, e ei-la de volta à arena;

v) m public relations, tem vindo a afirmar o seu espaço, sem necessitar de esticar-se nos meios da especialidade, e vários são aqueles que elogiam o excelente trabalho que realizam; ainda no campo dos newcomers, fica o registo da special one do rui calafate

vi) delta cafés,fui passar uns dias a marraquexe e no lonely planet indicavam que o melhor café de marraquexe se bebia no "café du livre"...lá fui eu (só quem viaja por marrocos é que percebe o quão necessário é, nos deslocarmos a um sítio onde nos garantem haver bom café). e, surpresa e orgulho, o café era delta;

vii) edp renováveis, que bom é atravessar espanha e ver aqueles sorrisos verdes no topo das "bentoinhas", que pelos vistos, vão continuar a ser plantados por terras e mares nunca dantes navegados. o laranja da galp também deixa boas sensações.

viii) angola ou de como o petróleo definitivamente é essencial para a economia portuguesa

ix) marcelo rebelo de sousa continuará a ser o melhor; seja na RTP (estúpida interpretação de equidade no serviço público que estes sujeitos têm) seja noutro qualquer canal, marcelo é único na sua ocupação do espaço (percebe como ninguém o campo da política e o campo dos media)

x) campanhas eleitorais: no ano de todas as batalhas, Portugal perdeu: elegeu novamente o pior que poderia ter elegido para as várias frentes possíveis: se não fosse triste daria para rir: alberto martins como ministro da justiça, santos silva como ministro da defesa, mendonça nas obras públicas, aquele senhor da segurança social na economia; é cómico-trágico. mas isso não é o mais relevante aqui: foram feitas as piores campanhas eleitorais que tenho memória. em termos de avaliação de resultados deve haver muito incompetente a tentar perceber como é que o dinheiro que se gastou (e gastaram-se muitos milhões)não teve resultados: pergunta obtusa já que a resposta é óbvia.

xi) blogs: num ano em que estive ausente gostei da companhia do PiaR, do Buzzofias, e do Food for Thought. é pena que o LPM continue a sua yellow brick road e que outros grandes comunicadores não se aventurem (tanto teriam para dizer).o alexandre e o rodrigo do Piar e o pedro (Buzzofias e Oak Brands) fazem a diferença.

xii) "marketing vencedor" e "rp sem croquete" acabam por marcar o campo editorial do ano 2010

xiii) a distinção de "campanha do ano", vai sem dúvida para aquela feita pelas farmacêuticas produtoras da vacina da gripe A, sobretudo porque conseguiram enganar os mesmos duas vezes...e como não há duas sem três, cá estaremos daqui a 2-3 anos para dar a mesma distinção às mesmas farmacêuticas por uma "outra gripe qualquer"

12.11.09

analistas financeiros vão ter controlo mais rigoroso


a CMVM anunciou e está anunciado. mas a questão fica no ar: para quando um controlo sobre outros agentes do sistema que influenciam as decisões de investimentos dos pequenos investidores? os investidores institucionais têm os seus próprios algoritmos e técnicos, mas e o senhor manuel que investe de acordo com aquilo que lê nos jornais, nomeadamente económicos, e na internet, e que não tem acesso às notas de research disponibilizadas pelos analistas? estas são duas dúvidas de quem nunca investiu no mercado de capitais sobretudo por causa desta deformação profissional [meaning...gestão de informação]

13.11.08

media: interesse público ou interesse do público


Por vezes temos aprendizagens inesperadas. Numa aula na ESCS, na disciplina de Public Affairs que por esta altura vou leccionando, quando se fazia análise de assuntos públicos, um aluno que fazia monitorização de media, comentou: as notícias ou são de interesse público ou de interesse de um público. E com esta frase se sintetiza muito das teorias política e do jornalismo.

12.11.08

Story telling and PR: a novel way of telling your tale.

* reproduzido sem autorização a partir do blog about public relations (referência aqui ao lado)


Once upon a time, a former CBS newsman devised a new strategy for telling a company's story: classic storytelling. Robbie Vorhaus founded his own Public Relations firm based on this principle. He shares the story of how it works in this interview with About Public Relations.

APR: Exactly how does storytelling relate to PR?

Robbie Vorhaus: Public relations is a form of classic storytelling, but for business. It is pure non-fiction -- truth -- told in the exact same context as any other story form, such as movies, novels, advertising and journalism. Essentially, storytelling, and that includes PR, is having a point of view or theme, focusing on one person or thing (the hero) and taking your audience on that hero's journey through trials and tribulations to arrive at some new point, but now changed. It doesn't matter if you're promoting a country, company, product, person or cause; if you tell the story with the same structure, elements, archetypes and path of all great stories, your message will be heard and acted on. And, in business, whoever tells the best story wins.

APR: What are the components of an effective story?

RV: First, you need a strong beginning, which is always the hero's ordinary, believable world. Then, add the middle, which is the hero's journey into some extraordinary world. And the end is the hero's return to his ordinary world, but changed, very changed. Other components of an effective story are a compelling point of view or theme, such as "nothing takes the place of persistence," or "true love never dies," or "it's all in the delivery."

APR: What is an example of storytelling done well?

RV: In fictional storytelling, Titanic, Ghost, Romeo & Juliet and West Side Story are exactly the same story: true love never dies. In classic storytelling for business, I immediately think of Domino's Pizza: A young man who grows up in an orphanage goes into the Marines, returns and buys a small pizza store in Ypsilanti, Michigan, thinking he can make more money delivering pizza than waiting for customers to come to him. He opens other stores, buys out his brother for the price of a VW, and builds the company into a $3.3 billion dollar global enterprise. He sells it for $1.1 billion and is quoted as saying "I want to give all my money away and die broke." The theme here is: nothing takes the place of persistence.

APR: What is an example of storytelling done poorly?

Robbie Vorhaus: Walk with me through any news organization's assignment area and pick up any of the hundreds of recently faxed press releases. I visit my friends at newspapers, network and local news organizations, and radio stations, and I'm stunned at the poor grammar, spelling errors and complete lack of any apparent writing skills. There is a huge disconnect between journalists and public relations practitioners because of the lack of writing skills and storytelling ability. Imagine some unkempt person walking up to you at a party and saying in a sloppy voice, "Hi, my name is Bob. Let's talk about me."

APR: How does one develop storytelling skills?

RV: First, stop trying to sell. Learn how to engage an audience, not manipulate it. Second, read some books on writing non-fiction and journalism. My favorites are still "On Writing Well," by William Zinsser, and "The Elements of Style," by Strunk and White. Finally, practice. Find someone who has no vested interest in your story and tell it. Be prepared for what that person has to say. In comedy, the saying is "if they don't laugh, it's not funny." In public relations the same is true. If your audience doesn't get it, they won't buy it.

APR: Are clients receptive to the storytelling approach?

RV: Our clients, yes. Companies that didn't hire us, no. Usually, CEOs who understand the importance of telling their brand story to myriad audiences, such as customers, media, employees, analysts, the trade, government and even competitors, find our approach exactly in line with their goals. For example, Buick, the company that started the world's largest corporation, General Motors; Bertolli, a 100% agricultural product, the world's leading olive oil; and Lipton, founded by Sir Thomas Lipton, the world's leading tea brand, all have magnificent stories that deserve to be told well.

APR: How do the media respond?

RV: Both the media and our clients are happy. The media get a good, compelling story; our client gets incredible coverage. It's win-win.

APR: What's your best storytelling tip?

RV: Know your story, know your audience, and tell your story better than anyone else. And don't forget to smile.

2.6.08

Mais uma revista de marketing...

O Meios & Publicidade lança este mês a "M". Vi o nº1 e agradou-me. Anuncia-se como uma publicação de marketing, marcas e muito mais. E esta obssessão pelos "Ms" devem justificar a ausência de menções, ou referências, à comunicação, ou a temas que noutras longitudes são mais relevantes que os referidos "Ms", como sejam as PR. Lembro-me sempre do caso Inglês e da editora Haymarket, que publica uma série de títulos nestas áreas (dos "Ms"....!), mas que não prescinde da sua "flagship publication" que é a PRWeek. Gostava que "for once" a nossa área fosse bem tratada pelos ditos jornais da área.

22.4.08

A história de um ícaro

Richard Austin Quest (9 de Março de 1962,Liverpool) é um "flamboyant journalist" inglês actualmente nas operações londrinas da CNN International.

Tive a oportunidade de o ver anos a fio nas notícias económicas da BBC (e depois na CNN), a falar de negócios de modo eléctrico e entusiasmado.

Foi preso no Central Park em Nova Iorque no passado dia 18 de Abril por posse de metanfetaminas e conduta sexual imprópria.

...está, hoje explicada "de facto", a forma como apresentava as notícias.

15.4.08

the press sphere by the buzz machine






o post completo é especulativo mas bom e pode-se ler aqui. Os gráficos que explicam um emergente "fantástico novo mundo" dos media, são muito interessantes. A reflectir, por quem faz notícias e por quem é fonte