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31.5.08
28.5.08
melhor blog de comunicação do ano
o prémio da APCE vai para o blog da youngnetwork. Parabéns ao João, ao Rui e à Rita, os mentores e bloggers de serviço.
o comentário de LPM à movimentação de mercado
"Em tempos resumi assim a base da minha observação sobre o mercado das consultoras de comunicação.Quando aprecio sumariamente o que fazem as empresas percebidas como congéneres da LPM utilizo um critério simples: “puxa para cima” o sector ou “empurra para baixo”?
Estou sempre do lado dos que “puxam para cima” – porque, indirectamente, também estão a “puxar para cima” a LPM.
Fico desgostoso com os episódios que “empurram para baixo” – pelas razões opostas.
Escrevi esta reflexão a propósito deste negócio.
Repito-a hoje a propósito da fusão que se anuncia entre duas consultoras históricas e conceituadas.
O nosso sector precisa de empresas maiores e mais bem estruturadas. Isso trará lideranças amadurecidas. Todos ficamos mais fortes."
Concordo e elogio a posição coerente do Luís.
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mercado "on the move"
Marketing Lift quer adquirir Imago
28 de Maio de 2008
por Filipe Pacheco
Meios e Publicidade
A Lift lançou uma proposta de aquisição à Imago que, a ser concretizada, fará com que Carlos Matos e Madalena Martins, donos da Imago, passem a ser sócios de Salvador da Cunha, único accionista do grupo Bairro Alto, que detém a Lift, apurou o Meios & Publicidade.
Contactado pelo M&P, Salvador da Cunha não quis comentar esse cenário. No entanto, confirmou a existência de uma aproximação entre as empresas com o objectivo de reunir uma estrutura com as “extraordinárias competências das duas estruturas”. “Somos duas empresas com práticas de líderes de mercado e, nesse sentido, queremos reforçar essa posição”, diz. Além do mais, acrescenta, a Lift tem vindo a registar uma boa performance no mercado pelo que foi decido implementar uma estratégia de crescimento mais agressiva. As semelhanças no posicionamento das duas agências também acabaram por determinar a abertura de conversações: “São parecidas do ponto de vista cultural e ético, pelo que faz todo o sentido esta aproximação”.
Estão assim vários cenários em aberto: a criação de uma holding em que a Imago se juntará às outras empresas integradas no grupo Bairro Alto, uma fusão ou então a manutenção da independência das empresas, apesar de continuar a existir uma estrutura accionista comum. O certo é que as insígnias Lift e Imago continuarão, pois não “faria sentido fazer cair duas marcas com tanta força no mercado”, esclarece Salvador da Cunha. Já em relação à autonomia do trabalho com os clientes, o patrão do grupo Bairro Alto garante estarem todas as possibilidades em aberto.
Do lado da Imago, Carlos Matos explica a aproximação: “O nosso objectivo é estudar as melhores alternativas. A ideia é criar sinergias, embora as equipas se mantenham. A única coisa que se altera é que passaremos a ser sócios”, detalha, dando também como certa a manutenção das insígnias e a autonomia das equipas com os respectivos clientes.
Com a parceria pretende-se criar um “grupo líder na consultoria em comunicação e relações públicas em Portugal”, diz. A aproximação entre Carlos Matos e Salvador da Cunha, acrescenta, surgiu pela credibilidade que aquele vota no actual presidente da APECOM: “Chegámos à conclusão que o Salvador da Cunha era a pessoa certa, por ser uma pessoa com um grande valor. Juntando o meu know-how e o da Madalena [directora da Imago] com o do Salvador, ficaremos mais fortes”.
Ainda assim, nega que esta aproximação tenha surgido para fazer face à perda de protagonismo que a Imago poderia estar a perder no mercado: “A Imago não perdeu importância, até porque o ano de 2007 foi um dos melhores para a empresa. Essa é uma ideia fabricada por alguma concorrência. Basta olhar para a nossa carteira de clientes para se perceber a vitalidade da empresa”, advoga.
A Imago tem, neste momento, clientes como a Galp, a Sonae Sierra, a MTV ou a Unilever. Já a Lift trabalha com a Media Capital, a Jerónimo Martins, a Samsumg, entre outras.
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meios e publicidade
26.5.08
"um" esclarecimento
Esclarecimento: 1 - A entrevista recentemente publicada no vosso Jornal e que me foi feita [pelo jornalista Paulo Moura], resultou de uma conversa solta, de mais de três horas, ao estilo do P2 e, necessariamente, nem todas as expressões utilizadas no texto foram ipsis verbis aquelas que utilizei.
2 - A seriedade com que tratou o que eu disse é irrepreensível e apenas discordo de uma frase sua - se a mesma for interpretada literalmente - que é a de algum "medo" que certos jornalistas me têm. Nem pela presença física nem pelo meu comportamento pretendo inspirar qualquer outro sentimento nos jornalistas com quem me relaciono que não seja o de um respeito mútuo. Saliento o mútuo e os jornalistas.
Não estendo esse respeito a comentadores avulsos e a gente que não trabalha, vivendo de comentar o que outros fazem.
3 - No correr do texto dizem-se, a certa altura, duas coisas que, nada tendo a ver uma com a outra, têm causado, a primeira, algum embaraço - quem sabe legítimo - num órgão de comunicação social que é o Correio da Manhã e, a segunda, tem sido motivo de comentário com manifesta má-fé por parte de alguns articulistas e comentadores.
4 - A primeira é uma afirmação sobre "colocar textos de opinadores em órgãos de comunicação social", sendo que no texto são mencionados dois órgãos - o Correio da Manhã e o Diário Económico - e dois opinadores.
5 - A segunda é a minha afirmação de que gostaria que o PSD chegasse ao poder para poder ter acesso a outros mercados e que, não falando de alguns mentecaptos, até a soldo de outra agência de comunicação, causou alguma estranheza até a pessoas que me são próximas e a comentadores que, não conhecendo, respeito.
Exposto que está o motivo desta breve nota, solicito a publicação deste Esclarecimento que se segue, deixando, claro, ao seu critério jornalístico a decisão sobre se falo ou não verdade, isto é, se na gravação da entrevista estão ou não reflectidos os conteúdos dos dois seguintes parágrafos:
A) Em nenhum momento foi dito que o entrevistado colocasse artigos de a, b ou c nos meios Correio da Manhã ou Diário Económico. O sentido das afirmações foi este: quando há bons articulistas e quando estes me pedem ajuda, como conheço jornais e jornalistas, tento ajudar a publicação dos textos. Remetendoos para os jornais - e dei exemplos de vários generalístas de referência e especializados -, cabendo às respectivas direcções publicar ou não. Mais transparente não se pode ser.
B) Quando disse que gostaria que o PSD fosse para o poder para eu poder ter acesso a outro tipo de contratos, disse, obviamente, o mesmo que o presidente da APECOM, Salvador da Cunha, disse dias antes e que é um facto: em Portugal há uma agência do regime. São adjudicadas tarefas para o Estado sem qualquer transparência. E, ou há moralidade...
Por último, gostaria de salientar que tenho muito orgulho em ter uma consultora de comunicação, que é uma empresa como qualquer outra e que não tenho que me esconder nem que deixar de ter qualquer protagonismo. Outros preferirão receber através de uma qualquer factura falsa. Eu assumo o que faço e faço-o, repito, com total transparência.
António Cunha Vaz Lisboa
crónicas # 12 OJE | Criticar
Os portugueses são avessos à crítica. Sejam elas negativas, positivas, destrutivas, construtivas, fugimos a fazê-las e odiamos os que as fazem. Empoleirados nas nossas certezas gostamos de praias tipo Mediterrâneo: poucas ondas, temperaturas amenas, previsibilidade, conforto. Criticar é que não. É uma coisa que faz nos doer a alma. “Deixá-lo estar, coitadinho, é bom rapaz”, dizemos a toda a hora das maiores incompetências que encontramos. Embora presente no dicionário da Academia de Ciências, dá a impressão que só formalmente é que a palavra “Crítica” tem existência. Por “nacional-porreirismo” não as fazemos, por amizade as tornamos circulares, por desconfiança as levantamos, por receio as omitimos, por educação as evitamos, só por ódio as atiramos e por vingança as mantemos.
Mas se a crítica não existisse, se aquilo que nos levanta dúvidas não fosse questionado, ainda hoje a humanidade estaria a fazer fogo com pauzinhos. O conhecimento só evolui porque alguém tem dúvidas sobre a verdade provisória que alguns afirmam definitiva.
Tentei reflectir sobre a razão de ser desta atitude estrutural do povo português. A explicação provisória que encontrei tem a ver com a confusão entre dois conceitos: censura e crítica. Temos horror à censura. Censurar alguém, ou ser censurado, é um trauma não superado pelo português. Mas os conceitos são distintos. Censura é a corrupção da crítica; é a crítica contaminada por valores que não os da avaliação, da análise, do teste e do julgamento. É a interferência do animal que há em nós, no intelectual que nos distingue. É a transformação dos sujeitos em objectos. Diz-me a minha consciência que a censura é má e a crítica é boa. E é isso que falta ao país. (antoniomarquesmendes@gmail.com)
23.5.08
figuras relevantes # 4 | francisco lucas pires
fez ontem 10 anos que morreu Francisco Lucas Pires. um dos melhores comunicadores que eu tive a felicidade de observar.um inspirador. um virtuoso. um mago da letra e da palavra. viveu a um nível a que só os génios podem ambicionar. um daqueles artistas que trata a bola com magia no meio campo. obviamente era do Glorioso. morreu a caminho de coimbra e o filho jacinto, com quem me cruzei no S.J. Brito, faz-lhe hoje uma homenagem no P2. merecida. mais que merecida, obrigatória! a minha vénia, a alguém a quem o mesquinho português-médio não soube agradecer em tempo devido.
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20.5.08
changes
a shift design é boa. é uma pequena grande empresa. a shift design tem boa gente. óptimos profissionais. mudaram de nome e apuraram a filosofia. agora chamam-se shift thinkers. continuam com escritórios em lisboa e madrid.
grupos de comunicação globais
O trabalho efectuado pela briefing na sua última edição sobre os grupos de comunicação é pobre. Não sou o único a dizer isto. Já LPM o mencionou no seu "lugares".
É pobre porque não aborda questões estratégicas relacionadas com a construção destes grupos.
Não fala sobre o portfolio de negócios de cada um numa perspectiva comparada.
Não fala sobre o histórico de cada um deles.
Não há uma única entrevista prospectiva (nem que por e-mail fosse) aos responsáveis EMEA de cada um dos grupos.
Não há análise sobre o mercado português e as apostas para Portugal destes grupos.
Não há igualmente, qualquer análise do sector das RP, ou como saloiamente se diz em Portugal, da comunicação empresarial.
A dimensão e a importância do sector em geral, e das RP em particular, mereciam uma abordagem mais séria. Ficaremos à espera que isso apareça um dia...pela mão de alguém.
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19.5.08
crónicas # 11 OJE | Turismo e Inovação
Em pouco tempo, e por razões diferentes, tive conhecimento de duas empresas portuguesas no campo do turismo, que de forma óbvia, mas inovadoramente, estão a recriar o turismo português e em Portugal. A Fly2doc e a Move Sports são duas "agências" (será que lhes posso chamar agências?) de viagens, que centram a sua actividade na movimentação de pessoas nas modalidades de incoming e outgoing para/de Portugal. Nada de novo até aqui! A novidade prende-se com a segmentação e com a focalização: a Fly2doc trabalha no campo da saúde; a Move Sports no campo do desporto. A primeira pega em doentes nacionais e coloca-os nas melhores localizações para os seus tratamentos, bem como traz doentes estrangeiros para os nossos centros hospitalares de referência. A segunda pega em praticantes de rugby, futebol, golfe e vela, e faz o mesmo. Tudo chave na mão. O cliente não se preocupa com mais nada. E esta lógica de reinvenção do negócio turístico permite acrescentar valor à oferta tradicional em 2 sectores que podem ajudar a construir o tal conceito-país de que tanto se anda a falar. Com efeito, trazer para Portugal equipas ou praticantes desportivos porque "o país tem as melhores condições", não só é um bom negócio como ajuda a posicionar Portugal em várias vertentes no panorama internacional. O mesmo se passa com o chamado Turismo de Saúde, no que respeita a alguns clusters de excelência médica existentes em Portugal. Associar o turismo a algumas das nossas competências emergentes (saúde e desporto) é também uma das recomendações do Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), para fazer face à nossa concorrência (enquanto destino) e à crescente competitividade entre destinos turísticos. A receita é esta, e estes 2 excelentes exemplos deviam inspirar a reflexão sobre novos negócios. Às vezes não é necessário inventar nada, basta apenas recriar!
8.5.08
6.5.08
Tiago Viegas entrou na Brandia Central
Há 40 kg atrás este homem foi meu aluno. Agora é director criativo da Brandia Central. Tem excelentes ideias. Pensa bem que magoa e tem uma cultura publicitária que dói. Foi aluno de Licenciatura de Relações Públicas. E recentemente confessou que se não fosse esta base nunca teria sido um bom criativo. É bom vê-los crescer e a ter sucesso. Se ele ler isto fica um abraço...pensando melhor, esquece! O diâmetro já é maior do que a minha amplitude de braços!
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Edson Athayde saiu da Ogilvy
Este homem deixa mais uma vez Portugal. Este homem é um marco da história da publicidade portuguesa. Quer se goste dele ou não, fez muito pela criatividade portuguesa. Para a história fica a sua atitude de se estar a borrifar para a história.Em homenagem a este homem que admiro, fica aqui a sua última tirada "tio olavesca": "Quem vive parado é poste. Quem vive do passado é museu". O caminho faz-se caminhando e olhando para a frente.
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ética da comunicação # 2
Vale a pena ler este texto disponibilizado pelo Institute for Public Relations. Estabelece as bases para um debate sobre ética da área da comunicação/relações públicas. É um contributo para um debate que vai ser essencial em Portugal sobre a profissão.
5.5.08
crónicas # 10 OJE | agronomia e capital social
Não sei, efectivamente, o que se passa nos outros clubes de rugby em Portugal, mas o que se passa em Agronomia é digno de registo e tenho a obrigação moral de passar palavra. Sobre o rugby muito se diz: que é uma excelente escola de vida, onde se consolidam valores essenciais, onde se “moldam” atitudes adequadas face às adversidades da vida. É um desporto de que em Portugal pouco se fala, a menos que “os Lobos” façam mais um brilharete.
Agronomia organizou recentemente uma digressão a França (Biarritz). Nada de mais, dirão alguns! A diferença é que esta digressão, foi de cerca de 120 jovens das escolas de formação (8-16 anos). Pouco interessa as taças conquistadas nos Torneios em que participaram os jogadores de Agronomia (e foram muitas). O que interessa é que um conjunto de voluntários (dirigentes e treinadores) aceitaram a tarefa de ajudar na educação destes jovens no que respeita a capacidades, atitudes e valores, que não se ensinam na escola ou nas famílias. São, também, estas aprendizagens que ajudam a construir o capital social de uma sociedade.
Agronomia nesta digressão teve alguns patrocínios, para o ano há-de ter mais. Porque o país precisa destas iniciativas para formar os seus jovens.
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